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Procuradoria Especial da Mulher propõe criação de unidades em municípios

A Procuradoria Especial da Mulher da Alesp promoveu nesta terça-feira (11/10) a primeira reunião com o objetivo de auxiliar os municípios do Estado a criar órgãos semelhantes em suas Câmaras. O evento, liderado pela procuradora especial da mulher, deputada Clélia Gomes (PHS), pretendeu mostrar a importância de um órgão de gênero dentro dos poderes legislativos locais. O objetivo é que os parlamentos municipais zelem pela participação mais efetiva das mulheres na política, fiscalizem e acompanhem programas de governo, recebam denúncias e cooperem com organizações de proteção à mulher. Segundo Clélia Gomes, eventos como permitem que as pessoas falem com propriedade sobre o assunto. "Isso incentiva a mulher e a chama para o Poder Público, demonstrando que há espaço para todos. Este encontro acontece para que nossas vereadoras e prefeitas, na próxima eleição, tenham a consciência de que quanto mais mulheres houver no poder, mais sensibilidade terá a administração pública", afirmou. A deputada lembrou ainda que as mulheres exercem a política natural e continuamente, dentro e fora de casa. A palestrante e vereadora de Vargem Denise Rodrigues relatou que uma procuradoria especial da mulher foi instituída em seu município. "Agora estamos desenvolvendo palestras sobre violência doméstica e debatendo formas de oferecer segurança a essas mulheres. Ainda temos muito a fazer", explicou. Na reunião esteve presente também a deputada federal Keiko Ota, procuradora-adjunta especial da mulher na Câmara dos Deputados. Segundo ela, a luta para ampliar a participação da mulher no Poder Público é constante e não seria uma questão exclusivamente feminina. "A violência doméstica é um dos maiores fatores que atingem as famílias, então não são só as mulheres, mas todos. Faremos uma grande rede pra salvar as mulheres e diminuir o machismo no país", concluiu. Além dos citados, estiveram no evento Marta Lívia Suplicy, presidente da Liga das Mulheres Eleitoras do Brasil (Libra), e Fabíola Sucasas, promotora de Justiça do Estado.
11/10/2017 (00:00)
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